Diego Santana

O ENSINO DE HISTÓRIA NOS ANOS INICIAIS: DESAFIOS E PERSPECTIVAS

Diêgo Santana Soares



O ensino de história se consolidou através de vários movimentos sociais, dos quais buscaram a reestruturação da organização curricular e reconhecimento do professor. Portanto podemos estabelecer que as décadas de 1980 e 1990 com o fim da ditadura militar, proporcionou as melhoras que vinham sendo debatidas desde os anos 1960 e 1970.

As teorias e metodologias estabelecidas pelos PCNs, no qual buscou-se uma melhor organização curricular deu ao ensino de história uma nova face, encarregando-a da construção da identidade nacional e de cidadania, além de ajudar no processo de alfabetização. Todavia a educação não é tão valorizada quanto deveria em território brasileiro, o que fica claro quando analisa-se o déficit de muitos alunos quanto a produção e interpretação de texto. O professo acaba tornando-se um agente mediador entre os objetivos previstos pelos PCNs e a realidade social, a realidade escolar.

Desafios e Perspectivas

O processo educacional brasileiro passou por diversas transformações ao longo da segunda metade do século XX e início do século XXI. Com o golpe de 1964 e a implantação da ditadura militar o processo de ensino de história sofrera drásticas modificações, com a criação das licenciaturas curtas, a disciplina de História deu lugar a disciplina de Estudos Sociais, que agregava história e geografia. O professor de história, que passara a ser mero reprodutor da ideologia do governo militar, perdera cada vez mais espaço com a chegada de novos profissionais formados nas licenciaturas curtas em Estudos Sociais. Nesse processo, o aluno ficou à mercê de um ensino doutrinador que inibia o incentivo a reflexão e a participação dos alunos enquanto cidadãos.

A partir dos anos 1980, quando ganha bastante ênfase os movimentos sociais em prol da redemocratização da educação, buscando reformular as metodologias do ensino de história, além de lutar pela valorização dos professores e o fim das licenciaturas curtas que deixavam uma lacuna na formação desses profissionais que se destinariam ao ensino de história. A década de 90 foi de grande importância para a reformulação do ensino de história, onde acontecera o desmembramento das disciplinas de História e Geografia, além da criação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) em 1997 pelo MEC, sendo estabelecido o ensino de História e de Geografia também nos anos iniciais da educação em todo território Brasileiro. Em 2006 o Ensino Fundamental passa a ter duração de nove anos e matricula obrigatória a partir dos 6 anos (FONSECA, 2013, p. 5). Apesar das grandes conquistas e melhoras no sistema de ensino, Selva Guimarães atenta para alguns fatores causadores da precarização do ensino, onde

Grande parte dos cursos de Licenciatura em Pedagogia e História, em 2008, ainda não preparava os professores para o estudo das temáticas no ensino fundamental. Somam-se a isso dificuldades para obtenção de materiais didáticos pertinentes. Logo, mais um consenso foi produzido: a necessidade de ampliação de projetos de formação continuada para suprir lacunas teóricas e metodológicas, além de revisão dos currículos das Licenciaturas e o incremento de livros e materiais didáticos no que concerne a essa problemática. (FONSECA, 2013, p. 5).

Portanto, o processo de ensino de História passou por várias nuanças ao longo do tempo e através de debates entre estudiosos o ensino fora se reformulando buscando melhorar suas teorias e metodologias, destarte, foi de grande importância a criação dos PCNs, criando metas e métodos de ensino, tendo como objetivo orientar o processo de ensino e aprendizagem e também as práticas pedagógicas.

O ensino de História nos anos iniciais do Ensino Fundamental, estabelecidos pelos PCNs, tendo em vista a alfabetização e o déficit de leitura da qual boa parte dos alunos enfrentam nos primeiros anos escolar, estabeleceu o ensino de história voltado para a leitura e interpretação de textos históricos e/ou imagens de forma a ajudar no processo de alfabetização do aluno. Fora previsto o ensino da história local para os primeiros anos do Fundamental, de forma criar um sentimento de pertencimento e de construção da identidade, além de possibilitar ao aluno a refletir sobre o espaço em que ele está inserido e analisar a sua realidade atrelando-a ao passado. Buscava-se exercitar o pensamento reflexivo e crítico de forma a tornar cidadãos ativos no seio de sua sociedade.

Cabe aos professores buscarem sempre se renovar para melhorar o ensino atendendo aos PCNs. E vale ressaltar a parceria entre Academia e Escola, com a produção de projetos e de historiografia, ficando a cabo do professor adaptar e utilizar como complemento ao livro didático. Portanto, os professores têm autonomia para questionarem, criticarem e subverterem as práticas de ensino no âmbito escolar (PERNAMBUCO, 2013, p. 20), e cabe a ele selecionar os conteúdos e a metodologia a ser utilizada, como afirma Selva

No debate, na busca de respostas, de novas possibilidades de conhecimento, nesse universo de ampliação de temas, problemas e abordagens, livros e materiais didáticos, devemos estar atentos para o fato de que ninguém poderá aprender, nem ensinar tudo de tudo. O trabalho de selecionar, eleger é uma exigência permanente. Um currículo de História é sempre fruto de uma seleção cultural. (FONSECA, 2013, p. 8).

Para que a engrenagem (o processo de ensino e aprendizagem) funcione como se espera, de forma correta e eficaz, é importante investir na valorização do professor, assim como em sua formação, tornando-o capacitado para exercer uma função de tamanha importância e responsabilidade que é ensinar/educar, pois os professores acabam exercendo mais de uma função quando as bases familiares dos alunos são precárias. Além de destacar a importância do ensino de história para os alunos dos primeiros anos o Ensino Fundamental, que embora passem por um processo de aprendizagem exterior à escola, é no âmbito escolar que se formará sua visão de mundo de acordo com a construção da sua identidade, contribuindo para a formação de seres reflexivos e críticos, pois "espera-se que, ao longo ensino fundamental os alunos gradativamente possam ler e compreender sua realidade, posicionar-se, fazer escolhas e agir criteriosamente (BRASIL, 1997, p. 33).

Os PCNs, de forma crítica, dividiram o ensino fundamental por eixos temáticos visando melhorar o processo de ensino e aprendizagem, combatendo os modelos como o "quadripartismo francês" que dividia o processo histórico em Idade Antiga, Media, Moderna e Contemporânea, além de se colocarem contra o modelo marxista da organização curricular, que previa o ensino de história através dos modos de produção, Primitivo, Escravista, Feudal, Capitalista e Socialista (PERNAMBUCO, 2013, p. 28). Analisemos o que fora proposto para os anos iniciais do Fundamental. Estabeleceu-se dois eixos temáticos nos primeiros anos do ensino, sendo eles

I) História local e do cotidiano, subdividida em dois subitens:  'localidade' e 'comunidades indígenas'; II) História das organizações populacionais, subdividida em 'deslocamentos populacionais', 'organizações e lutas de grupos sociais e étnicos', e 'organização histórica e temporal'. [...] Além disso, o documento curricular estabelece como temas transversais Ética, Saúde, Meio Ambiente, Orientação Sexual, Pluralidade Cultural, Trabalho e Consumo, demandas sociais emergentes. (FONSECA, 2013, p. 3).

Essas medidas quebraram o engessamento do ensino de história e combateram o eurocentrismo no ensino de história, tornando-se uma importante ferramenta para que os alunos busquem apreender e compreender a história de sua localidade e das organizações sociais que compunham ou compuseram a sua comunidade. Segundo Bittencourt

[...] a história do "lugar" como objeto de estudo ganha, necessariamente, contornos temporais e espaciais. Não se trata, portanto, de proporem conteúdos escolares da história local, de entendê-los apenas na história do presente ou de determinado passado, mas de procurar identificar a dinâmica do lugar, as transformações do espaço, e articular esse processo às relações externas, a outros "lugares". (BITTENCOURT, 2004, p.172).

Esse tipo de atividade possibilitou a criação de um senso investigativo e um diálogo interdisciplinar, onde os temas transversais têm contribuído largamente com a formação de cidadão conscientes, seja com o meio ambiente, com a sociedade e entre outros.

A re/organização curricular pelos PCNs fora de fato elementar para o ensino de história principalmente nos primeiros anos, já que, até então os anos iniciais não recebiam o ensino de história, pelo menos não possuíam tal disciplina em sua grade curricular. Objetivando a construção da identidade e da cidadania do aluno.

Todavia, as teorias e métodos estabelecidos pelos PCNs, não funcionam como deveriam na prática. O processo de ensino caminha lentamente. Já fora aqui mencionado que os professores têm autonomia com relação ao ensino, porém não podemos tirar a responsabilidade dos órgãos que ficam a par do funcionamento da educação. A desvalorização do professor é uma lastima, seja ela financeira ou moral, negando ao profissional condições dignas de trabalho, Escolas muitas vezes sucateadas, faltando material didático e suprimentos para pôr em prática com efervescência os ideais propostos pelos PCNs. As escolas, na prática, acabam tendo realidades diferentes daquelas idealizadas. Nesse contexto cabe ao professor (muitas vezes saturado) adaptar-se, sempre buscando o melhor para seus alunos.

A realidade dos alunos também é um fator determinante no processo de ensino e aprendizagem. Muitos deles se encontram em condições de vida preocupante, sem uma base familiar. Buscam refúgio nas escolas, a alimentação na escola acaba sendo para alguns a única no dia, ou uma das poucas. E quando lhe é negada essa alimentação? Quando a merenda escolar não acontece como deveria acontecer. O professor acaba exercendo várias funções no âmbito escolar, principalmente dos anos iniciais, com sua figura sendo associada a um parente próximo, exerce portando a figura de psicólogo, educador, professor entre outras.

Portanto o ensino de história nos anos iniciais enfrenta situações adversas, sendo a formação do aluno a mais prejudicada. Porém, como já fora mostrado neste pequeno estudo, a educação passou por transformações relevantes e melhorou bastante se comparado aos anos anteriores a década de 90. A implementação do ensino de história nos anos iniciais representou a necessidade de se preencher uma lacuna na formação inicial dos alunos, além de estabelecer um apoio a alfabetização dos mesmos.

Estabelecer métodos e metas é de fato crucial para se ter uma melhor organização e implementação do ensino, embora na prática muitas vezes não acontecesse como previsto. O ensino de história nos anos iniciais representa uma conquista de muitas lutas através dos movimentos sociais pela redemocratização do ensino.

Mesmo com as melhoras alcançadas sabemos que estamos longe de alcançarmos uma educação com suas bases consolidadas, através do incentivo e de investimentos dos órgãos responsáveis pela mesma. Enquanto isso o professor vai se desdobrando para manter o ensino da melhor forma possível, principalmente no ensino de história nos primeiros anos, onde inicia-se a formação de sua consciência histórica e de cidadania.

Cabe o professor ser um agente reflexivo e critico com relação ao processo histórico e seus métodos de ensino, cabe a ele (o profissional da educação) adequar-se à realidade dos alunos e à realidade escolar. Buscando por meio da história alfabetizar, e alfabetizar vai além de aprender a escrever o próprio nome. É a capacidade de ler e compreender o que o cerca, de abstrair os processos históricos criticamente. Além de tudo é ter o sentimento de pertencimento através da construção da identidade do aluno.

Referências

BITTENCOURT, Circe M. F. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: história, geografia / Secretaria de Educação Fundamental. - Brasília: MEC/SEF, 1997.
FONSECA, Selva Guimarães. A história na educação básica: conteúdos, abordagens e metodologias. In. ANAIS DO I SEMINÁRO NACIONAL: CURRÍCULO EM MOVIMENTO - Perspectivas Atuais. Belo Horizonte, 2013.

Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco. Parâmetros para a Educação Básica do Estado de Pernambuco - Parâmetros Curriculares de História: Ensino Fundamental e Médio. Recife, 2013.

14 comentários:

  1. Prezado colega,

    Vc acredita que o ensino de Historia nos anos iniciais seria melhor realizado pelo professor de Historia ou pelo Pedagogo? Porque ha uma tendencia nas escolas (aqui no Rio de Janeiro) em substituir o pedagogo pelo "professor 1". O curriculo de formaçao de professores em "ensino normal" pediria uma reforma na sua formaçao caso o professor de origem do normal tenha que desempenhar o cargo, que pode ser realizado pelo pedagogo ou pelo Historiador, e isso implicaria uma reforma grande. Enfim, na sua opiniao mais exata, é melhor os anos iniciais ter varios professores separados por disciplinas ou um so pedagogo ou formado "normal" dando conta do conteudo?

    Obrigado!

    Fabiano Cabral de Lima.

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    1. Olá colega,
      O ensino de História, seja ele realizado pelo professor de História ou pelo Pedagogo, necessita de empenho e capacitação, tornando importante o papel das instituições de ensino superior na preparação destes profissionais. No entanto, acredito que o licenciado em História esteja mais apto a realizar tal tarefa devido ao maior domínio sobre a área, o que não quer dizer que o Pedagogo não possa se capacitar, mas pelo fato de ter que dominar várias áreas do ensino, o da História em especifico pode ficar comprometido. Quanto a sua segunda pergunta e complementando seu comentário, as licenciaturas curtas (“ensino normal” no qual você mencionou) foram criadas de modo a inibir o ensino de forma crítica, propagar a ideologia do governo militar e atender a demanda do mercado de trabalho, porém, acredito que a formação desses profissionais seja ainda muito defasada, sendo o maior prejudicado o ensino e os alunos. Separar as disciplinas por professores seria interessante, devido ao domínio da área, todavia, devemos levar em conta o fator psicológico da criança, para que não seja sobrecarregado com tanta informação.

      Diêgo Santana Soares.

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  2. Olá,
    Sou formado em História e Pedagogia, e mestrando em Educação pelo Centro Universitário Moura Lacerda - RP/SP.
    Como o próprio título do seu trabalho diz: "O ENSINO DE HISTÓRIA NOS ANOS INICIAIS: DESAFIOS E PERSPECTIVAS" como trabalhar de forma congruente as noções de tempo e espaço e a problematização histórica, pois percebo essa dificuldade já que professores do anos iniciais adotam os livros didáticos como a "bíblia sagrada". E a professora Araci Rodrigues Coelho é bem clara, o Livro Didático constrói um programa curricular, e não simplesmente uma lista de conteúdos que norteiam e orientam metodologicamente, como fazem os PCNs.

    Att,
    Ramires Santos Teodoro de Carvalho

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    1. Olá,
      Ótima questão que você levantou. É pertinente atentarmos a dois pontos importantes quanto a dificuldade dos professores dos anos iniciais em trabalhar as noções de tempo e espaço e a problematização histórica: I – A formação desses professores: sabemos que, em sua maioria, esses profissionais são formados no curso de pedagogia. Onde tem como grande barreira dominar diversas áreas do conhecimento, impossibilitando muitas vezes o aprofundamento teórico-metodológico em todas essas áreas (se torna inviável ensinar aquilo que não aprendemos). II – A falta de diálogo entre os professores dos anos iniciais e das séries seguintes: O abismo que se cria entre as séries iniciais e as seguintes, assim como 5ª série (6º ano), se reflete no “choque” em que a criança leva ao se deparar com o volume de conteúdo nas séries seguintes e os conceitos não introduzidos nas séries iniciais. Vigotsky atenta para a importância do estimulo intelectual desde a fase mais precoce da infância, onde a formação dos conceitos amadurecem na puberdade, tendo as exigências que o ambiente impõe como estimulo ao avanço do intelecto, possibilitando o raciocínio atingir estágios mais elevados (Vigotsky in RIBEIRO, 2007:14).
      Portanto é necessário que o professor esteja atento ao conteúdo e a forma como irá passar. A forma lúdica facilita a abstração de tais conteúdos, porém, sem deixar de lado a criticidade e a reflexão, instigando o raciocínio do aluno. Para isso o professor dispõe de uma gama de ferramentas: filmes, musicas, ilustrações. Além de trabalhos historiógrafos que tratam de determinados acontecimentos históricos de forma “leve” sem perder a visão crítica. Preparar o aluno para as séries seguintes, dando conceitos mesmo que de forma introdutória e “leve”, o ajudará quando for trabalhado de forma um pouco mais complexas tais conceitos. Quanto ao uso exclusivo e inquestionável do livro didático, tratando-o como bibliografia, ainda é resquícios da ditadura militar no Brasil. Tornando-se uma arma ideológica, o livro didático engessou o professor e o ensino de história.
      Att,
      Diêgo Santana Soares

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  3. Olá Diêgo, gostei muito do seu tema pois sou professora dos anos iniciais do Ensino Fundamental e sou formada em História e Filosofia, é muito triste ver a dificuldade de muitos professores em trabalhar o ensino de história com as crianças, os professores se dedicam mais às disciplinas de Português e Matemática, no que tange à História, Ciências e Geografia alguns professores desenvolvem trabalhos a partir da perspectiva tradicional, não dando o devido valor as diferentes disciplinas.

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    1. Olá Danielle, fico feliz que você gostou. Infelizmente essa é a realidade do ensino nos anos iniciais, professores despreparados e/ou desinteressados com o ensino crítico e reflexivo.
      Att,
      Diêgo Santana Soares

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  4. Diêgo a respeito das ferramentas que você citou acima, o professor sem dúvida dispõe de diferentes métodos para proporcionar uma aprendizagem eficaz, mas infelizmente há uma falta de formação do docente para poder utilizar essas ferramentas em sala de aula, as imagens por exemplo, são consideradas por muitos professores como meras ilustrações dos livros didáticos e não como uma fonte de reflexão para a História. Na sua opinião o que pode ser feito para uma melhor exploração dessas diferentes ferramentas, já que elas podem proporcionar uma aprendizagem significativa para o aluno.
    André Luís Resende Paulino

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    1. Olá prezado colega,
      De fato, é reflexo de uma má formação, porém, há muitos professores que não buscam se capacitar e acabam se acomodando. A esses professores que não reconhecem a importância de ferramentas como imagens e etc., para o ensino (sobretudo quando se trata de crianças), recomendo que revejam seus métodos de ensino e busquem se reciclar. Quanto a melhor forma de utilizar diversas ferramentas é importante que o professor tenha domínio ou um bom conhecimento sobre tais ferramentas que esteja utilizando e buscar de maneira simples e direta incentivar a reflexão sobre aquilo que está sendo trabalhado.
      Att,
      Diêgo Santana Soares

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  5. Olá Diego.
    No contexto das suas observações é possível apresentar outros elementos ou princípios norteadores que fundamentam o trabalho dos professores em Anos Iniciais, além dos PCNs?
    Obrigada
    Sueli de Fátima Dias

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    1. Olá Sueli,
      No que tange ao trabalho dos professores dos anos iniciais é pertinente ressaltar a importância do diálogo entre professores e escolas, visando construir um planejamento que se adeque à realidade escolar. No texto acima é falado sobre a autonomia do professor quanto as práticas de ensino no âmbito escolar, portanto, identificar os pontos negativos e positivos que irão encontrar é importante para se realizar um bom planejamento de ensino, moldando os PCNs.
      Att,
      Diêgo Santana Soares

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  6. Olá Diego... Seu texto é muito bom...
    Sabemos que os PCNs é um importante elemento norteador do ensino atualmente. Entretanto, nem todos os professores têm acesso, e quando tem acesso aos PCNs não tem quem os oriente para realizar o melhor trabalho. Portanto, lhe pergunto, os PCNs explicam de modo claro como trabalhar com História nos anos iniciais?

    JOSÉ CUNHA LIMA

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    1. Olá José,
      Primeiramente muito obrigado, fico feliz que tenhas gostado. Bem, é verdade que os PCNs são importantes sim, e cabe ao professor adequá-lo à sua realidade escolar. Hoje, com o efervescente crescimento da internet, o acesso aos PCNs se tornou bem mais fácil e prático. Como você mesmo falou, eles são norteadores do ensino, portanto, os PCNs oferecem caminhos, (na minha opinião) de forma clara e concisa. O que realmente falta é a procura e consulta a esse material e sua interpretação.
      Att,
      Diêgo Santana Soares

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  7. Boa tarde Diego,

    Parabéns pelo texto. Concordo com você. Um dos problemas que observo é que os cursos de licenciatura em História, que formam concomitantemente bacharéis, optam por focar na historiografia e na pesquisa. Ou seja, a licenciatura propriamente dita fica deficitária. O mesmo ocorre nos cursos de Pedagogia, que formam os profissionais responsáveis pela educação nos anos iniciais. Sou professor no Curso de Pedagogia da Faculdade Municipal de Palhoça e ministro a disciplina de Metodologia de Ensino de História. O PCN é leitura obrigatória e é discutido na disciplina, mas como você colocou e outros colegas comentaram, não é suficiente para orientar sozinho o ensino de História. Você acredita que as discussões atuais que elaboram uma Base Nacional Comum pode vir a somar com os PCN's e diminuir essa problemática ou mesmo resolvê-la? Qual sua opinião a respeito dessa projeto nacional?

    Jackson Alexsandro Peres

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    1. Boa tarde Jackson,
      A educação brasileira está dando um grande passo com a elaboração da Base Nacional Comum Curricular, e as discussões acerca desse projeto são fundamentais para a construção do mesmo. Caro Jackson, a BNCC irá somar com certeza aos PNC’s, tornando-se um importante instrumento de gestão pedagógica, beneficiando professores, escolas e principalmente os alunos. Acredito que seja um grande passo na diminuição de tal problemática e possivelmente um caminho para o fim desse déficit. Quanto a minha opinião a respeito desse projeto nacional, é de grande importância no combate às desigualdades educacionais no país, todavia, tem muito que ser melhorado, pelo menos quanto ao Currículo de História, onde se ver uma predominante da História Nacional. Este fato tem gerado bastante crítica. Estabeleceu-se a História do Brasil como centro do mundo e que todo processo histórico ensinado deve estar relacionado com a História Nacional.

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